sábado, 13 de agosto de 2011

A profissão celestial

Um sujeito após a morte chega no céu, onde é recebido por São Pedro. Após os cumprimentos, São Pedro lhe explica que, para entrar, os homens têm que cortar o bilau fora. 
- Pára com isso, São Pedro! Como é que eu vou cortar um negócio que me deu tanta alegria na terra? 
- Não tem jeito, meu filho. Aqui no céu não há sexo. Ou corta ou não entra. 
O cara olha pra baixo, vê as caldeiras fumegantes do inferno e acaba aceitando. É levado a uma sala onde há três pessoas esperando. Logo depois chega uma baita de uma anjinha gostosa, e manda entrar o próximo. Segundos após, ouve-se vários gritos de dor. E aí silêncio. Volta a anjinha e chama mais um. Desta vez ouve-se apenas um grito forte de dor, e, depois, silêncio. Quando chega a vez do terceiro, nada se ouve. Silêncio profundo. Chega a vez do sujeito. Ele pede uma explicação a respeito dos gritos diferentes pra anjinha. A anjinha cortador se surpreende: 
- Não te explicaram? é o seguinte: aqui a gente corta o negócio de acordo com a profissão do cara na terra. O primeiro gritou muito porque teve o bilau serrado, já que ele era serralheiro. O segundo deu só um grito forte porque foi cortado de uma só vez, ele era açougueiro. O terceiro não gritou porque era médico e foi anestesiado antes. 
A essas alturas o cara ria às gargalhadas. Sem entender nada, a anjinha fica olhando pro cara que, na mesma hora, tira o pau pra fora e vai ordenando à anjinha: 
- Toma, anjinha. Chupa até acabar! Na terra eu era sorveteiro ...

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